“Nunca abaixe a cabeça pra ninguém, nem levante o nariz alto demais.
Olho no olho já é suficiente.”
“Quem foi disse que eu tenho medo do amor? Não, não é nada disso. Não tenho medo do amor. O que eu temo é o que ele causa. Como aquela sensação de que as músicas que tocam no rádio foram escritas baseadas em algum relacionamento que eu já tive. Ou então todas as inseguranças e responsabilidade que eu acabo assumindo por amar alguém. As preocupações com pequenas coisas e o medo excessivo de perder. Aquele ciúmes agonizante por alguém apresentar perigo ou simplesmente pela possessividade. O problema não é o amor, e sim os efeitos colaterais. As noites de sono perdidas e a maneira como deixo de me cuidar, visando ser cuidada por alguém e quando não, ocupando meu tempo cuidando. Deixar de ser a minha própria prioridade, e depois quando tudo der errado, sofrer pelo o que eu fiz ou pelo o que eu não deveria ter exitado em fazer. Principalmente, temo todos os efeitos que o amor causa porque, no começo são as melhores sensações do mundo e depois que termina, fico sempre com a mesma pergunta em mente: “O que eu tinha na cabeça pra fazer aquilo?””
“Não crie expectativas, já ouvi falar que elas causam lágrimas.”
“Não disse adeus, simplesmente foi embora.”
“Você faz faxina em seu escritório, em sua bolsa, em sua casa, mas não faz uma faxina em tudo o que perturba a sua alma. Você não desliga a sua mente, não gerencia seus pensamentos e vive fazendo velório antes de morto. O que significa isso? Significa sofrer por antecipação, viver problemas que ainda não ocorreram e que talvez nem ocorram.”
“A gente percebe direitinho quando uma pessoa simplesmente não se importa mais.”
“Perdoa o que puder ser perdoado e esquece o que não tiver perdão.”
“Sou a que não percebe quando os outros trapaceiam em jogos de cartas. Sou a errada da história. Sou a que fica sem fala quando recebe elogios. Sou a que quando está chovendo quer Sol e quando faz Sol quer chuva. Sou a que quando é amada não ama e quando ama sofre. Sou a que escreve textos achando que são canções de ninar. Sou a que gosta das borboletas coloridas e das tulipas amarelas do jardim. Sou a que não suporta crianças berrando, adultos reclamando e jovens dizendo que a vida não faz mais sentido. Sou a que ama lasanha, filmes de comédia-romântica e pessoas risonhas. Sou a desmiolada. Sou a que assobia quando ouve reclamações. Sou a que diz besteiras por não conseguir falar coisas úteis. Sou a que brinca com as palavras desde que sentimentos tornaram-se brinquedos em mãos alheias. Sou a que gosta de muitos, planta alguns e colhe pouquíssimos. Sou a garota do beco das cores ouvindo MPB. E se perguntarem “viu passar por aqui uma garotinha que anda olhando para o chão e cantando um inglês embaralhado?” diga que sim, diga que sou eu e que fui buscar o pote de ouro debaixo do arco-íris.”